Opening Hours:

Unihealth

LOGÍSTICA HOSPITALAR

Conheça os principais termos de logística em saúde

Logística Hospitalar

A logística é a gestão dos insumos da chegada ao centro de distribuição até a entrega a quem vai utilizá-lo. Ela está baseada em quatro pilares: implementação de processos, softwares, mão de obra qualificada e infra-estrutura para armazenagem de materiais. Uma boa logística vai articular recursos humanos e materiais e tecnológicos para permitir que materiais e medicamentos estejam sempre disponíveis no tempo, quantidade e local necessários, de forma segura e com custo adequado. É esta operação que permite rastrear tudo que é utilizado dentro dos hospitais e que pode ajudar a reduzir erros na administração de medicamentos, por exemplo.

Administração Hospitalar
A Administração Hospitalar engloba o planejamento, organização e coordenação de todas as atividades do hospital, com a finalidade de garantir eficiência no atendimento, controle de custos e segurança dos procedimentos. É esta atividade que trata de questões burocráticas e cotidianas, como manutenção, relacionamento com fontes pagadoras, corpo clínico, funcionários e pacientes, gestão de leitos e controle de uso e estoque de equipamentos, materiais e medicamentos. Este último item é de fundamental importância: os gastos com insumos representam a segunda maior despesa dos hospitais, só perdem para a folha de pagamento.

Gestão de Estoques de Medicamentos e Materiais
A gestão de estoque inclui atividades como recebimento, conferência, endereçamento de acordo com lote e validade, rastreabilidade, dispensação e planejamento de compras, entre outras. O objetivo é evitar que alguma atividade hospitalar pare por falta de insumos e, o mais importante, evitar o desperdício, que hoje chega a 30% do estoque nas instituições de saúde.

Gerenciamento Intra-Hospitalar
O gerenciamento intra-hospitalar de insumos contempla atividades operacionais e administrativas, que vão da geração de informações para basear as compras, passando pelo acompanhamento dos prazos de entrega, responsabilidade pelo recebimento e conferência do que foi solicitado e do que foi entregue, armazenamento, separação dos pedidos e, por último, a distribuição para uso nos pacientes. Dessa forma, é possível evitar a falta e desperdício de produtos e o extravio dentro da cadeia de abastecimento.

Logística de Medicamentos/Logística Reversa de Medicamentos

É o acompanhamento e controle dos insumos dentro da instituição de saúde, do almoxarifado à entrega ao paciente, passando por farmácias centrais, satélites e ambulatoriais, feito de forma informatizada e com equipe especializada. Com rastreabilidade do estoque ao consumo, é possível, por exemplo, reduzir a obsolescência, que gira em torno de 20%. Já a logística reversa trata do retorno de produtos não utilizados para o fornecedor e inclui também o estorno contábil e financeiro destes insumos. Então, se um paciente não tomou um medicamento separado para ele por qualquer que seja o motivo, haverá um controle exato e o hospital conseguirá saber quem devolveu o produto.

Gestão de OPME

Considerados os insumos mais caros e com maior possibilidade de glosa pelas operadoras, as Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) precisam de cuidados diferenciados dentro do ambiente hospitalar. Este serviço tem como objetivo garantir que serão utilizados na quantidade correta e que, em caso de consignação, os materiais não utilizados serão devolvidos adequadamente ao fabricante, evitando-se furtos e extravios.

Logística Farmacêutica
É o gerenciamento da cadeia de abastecimento, seguindo-se três etapas: armazenamento, transporte e fornecimento. Apoiada na rastreabilidade, a logística farmacêutica reduz os prejuízos com roubo de cargas e furtos, por exemplo, e aumenta a segurança do paciente, evitando erros de prescrição e administração de medicamentos.

Unitarização de medicamentos
É o fracionamento dos medicamentos em doses individuais, embalados e rotulados para que sejam diretamente administrados ao paciente, na apresentação, horário, quantidade e período prescritos pelo médico. A unitarização torna o uso do medicamento mais rápido e seguro e previne desperdícios e extravios.

Rastreabilidade de Medicamentos

O rastreamento dos insumos da origem até a aplicação no paciente usa ferramentas de automação, como datamatrix ou códigos de barras tradicionais. Esta é uma forma de garantir que o paciente certo recebeu o produto certo no momento certo, além de permitir mais facilmente a identificação de medicamentos em caso de recall, por exemplo. No Brasil, há cerca de mil recalls por ano e, sem rastreabilidade, a tarefa de identificar os pacientes que tomaram medicamentos não adequados é praticamente impossível.

Dispensação

É o fornecimento do insumo no ponto de uso. Os sistemas de dispensação podem ser coletivos, em que a demanda parte de um determinado setor requisitante, como uma farmácia satélite ou ambulatório, por exemplo; ou por dose unitária, em que o medicamento é fornecido da forma e quantidade que será consumido por cada paciente.

Segurança do paciente

Tema sempre em pauta na cabeça dos gestores de instituições de saúde, a segurança do paciente deve ser garantida por meio de ações que evitem morbidade e mortalidade e, mais uma vez, a logística de insumos mostra-se uma aliada do hospital. Hoje, os erros de administração de medicamentos chegam a 33%, mas podem ser evitados com a correta identificação dos produtos e a conferência com os dados do paciente na beira do leito.

RDC 59

A Resolução da Diretoria Colegiada nº 59 (RDC 59) foi criada Em 2000, para que os fornecedores de produtos médicos instituíssem Boas Práticas de Fabricação, como forma de melhorar a qualidade em seus processos e controlar mais adequadamente os fatores de risco à saúde.
A RDC trata de controle, compra, fabricação, embalagem, rotulagem, assistência técnica e instalação e abrange produtores nacionais e importadores, que devem também criar seus próprios sistemas de qualidade. As empresas certificadas são analisadas por seus processos de armazenamento, distribuição, transporte e rastreabilidade.

Saiba mais