Por que automatizar a gestão de medicamentos, agregada aos processos logísticos nos hospitais?

O número de pacientes em hospitais tem sido cada vez maior, com isso, cresce também a quantidade de informações destes pacientes, que precisam ser armazenadas em um local seguro e acessível para que não se percam. Estima-se que apenas um paciente com câncer é capaz de gerar quase 1 terabyte de dados médicos todos os dias, imagine quantas informações importantes são perdidas por conta da falta de um sistema de gestão e análises de dados.  Por isso, a automação e robotização personalizadas, integradas a todos os processos, se torna um diferencial de qualidade na gestão hospitalar, elevando a eficiência e a segurança, além de aumentar a produtividades.

Para garantir uma logística hospitalar cada vez mais eficientes, a implementação do Sistema de Informação (TI) é a base da operação. Concentrando todas as informações em um único lugar, que pode ser acessado com facilidade quando necessário, otimiza-se o tempo, evita-se erros além de gerar ganhos econômicos por conta da diminuição significativa de desperdícios e retrabalhos.

Um exemplo é o fracionamento a doses mínimas de consumo realizadas por uma máquina que já identifica cada item de forma serializada e, também, o robô capaz de separar 400 itens por hora. Nesse processo os insumos são separados de forma automatizada, o que chega a ser 50% mais rápido que um a mão-de-obra manual.

Outra grande inovação capaz de melhorar as rotinas hospitalares é o robô de dispensação de prescrições, uma farmácia central, totalmente automatizada, capaz de separar 900 itens por hora. Agregada a outras tecnologias os medicamentos são entregues à enfermagem em um carrinho “locker”, que possui abertura digital controlada apenas para o profissional responsável, via identificação por senha, cartão ou biometria.

Na beira do leito a tecnologia também já está presente, garantindo mais segurança para pacientes e profissionais de saúde. O cruzamento das informações do paciente com a prescrição médica, por leitura de código de barras no momento da administração, é o fim do ciclo do medicamento na unidade de saúde.

Sempre focado na segurança do paciente e no controle dos insumos, é possível rastrear todos os produtos por meio do código de barras, outra grande vantagem da aplicação de um sistema automatizado. Assim, todos os dados do medicamento estão concentrados neste código.

Investir em logística hospitalar é zelar pela segurança do paciente, ganhar tempo, diminuir desperdícios e ainda ter todas essas vantagens com bônus financeiros. Mas lembre-se: mais importante do que investir em máquinas, é investir em processos de qualidade para integrá-las, apenas assim você usufruirá todo o seu potencial.

Mayuli Fonseca, diretora de novos negócios da UniHealth Logística Hospitalar



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