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6 passos para o gerenciamento eficiente de medicamentos

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6 passos para o gerenciamento eficiente de medicamentos

Uma logística hospitalar bem realizada impacta diretamente na qualidade do serviço oferecido pelos hospitais ou instituições de saúde, seja na receita ou na segurança do paciente, já que segundo um estudo realizado pela consultoria alemã, McKinsey (2012), 100 milhões de pacientes são medicados erroneamente no mundo por ano.

Para que esse impacto seja positivo e sentido pelas instituições é importante avaliarmos os pilares essenciais para o desenvolvimento de uma logística eficiente. Pensando nisso, indicamos 06 passos fundamentais para o gerenciamento eficiente de medicamentos e insumos médicos:

Automação

As tecnologias de última geração, robotização e softwares para automação permitem que todo o processo de logística seja monitorado e realizado de forma mais ágil e eficiente, liberando as equipes responsáveis diretamente pelos cuidados médicos do paciente para um atendimento focado e integral. Embora requeiram investimentos financeiros, o mesmo estudo da McKinsey citado acima atesta que o custo-benefício da automação é 20 vezes maior que o valor do investimento inicial, em um período de anos.

Transporte

Muitos acreditam que logística hospitalar se baseia no transporte e, apesar de ser um item muito importante, ele apenas faz parte de um conjunto de ações. Ele deve ser adequado e equipado para que os insumos, valiosos e frágeis, cheguem em seu destino em tempo e íntegros.

Rastreabilidade

O rastreamento dos insumos é capaz de monitorá-lo desde a sua origem até a sua administração com o apoio de tecnologias e da automação, assegurando um fluxo assertivo para que o remédio prescrito seja aplicado na dose e horário certo, no paciente certo. Além disso, a rastreabilidade possibilita a identificação do medicamento em caso de recall, fato de grande relevância já que apenas no Brasil cerca de mil recalls são convocados por ano.

Estoque e Armazenagem

No estoque os medicamentos devem ser controlados desde o recebimento, agregando o fracionamento para que sejam aproveitados da melhor forma possível, evitando o desperdício. Desta forma, é feita a redução dos produtos a sua dose mínima de consumo, com a devida identificação com o código de serialização.

Já o local de armazenamento deve ser adaptado às características de cada produto. Medicamentos controlados devem ser alocados em áreas restritas, assim como medicamentos oncológicos, de alto custo e inflamáveis devem ser colocados em locais isolados e seguros. O mesmo ocorre com insumos que precisam de controle de temperatura e umidade, que devem sem armazenados em locais refrigerados e afins.

Cruzamento de informações

A checagem das informações do paciente com as do medicamento, pelo código de barras, deve ser realizada através da leitura das informações do atendente, paciente e medicação. Essa parte do processo assegura que os medicamentos sejam administrados de forma correta.

Logística reversa

Este processo de retorno dos insumos não utilizados pelo paciente ao centro de distribuição, almoxarifados ou farmácias, reduz desperdícios e preza pela sustentabilidade.

Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

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